sexta-feira, 1 de março de 2013

CLUBE DE LEITURA - FEVEREIRO


Ontem, pelas 21h00 decorreu a sessão com Raquel Ochoa que nos veio falar da sua obra literária e do seu último romance "Sem fim à vista - a viagem", conduzindo os participantes do Clube de Leitura presentes num roteiro de viagem entre a Malásia, Indonésia, Austrália, Nova Zelândia, Hong Kong, Macau, Sri Lanka e Japão, revelando a importância destas experiências para uma maior reflexão e evolução humana.
A escritora deixou também um mote:  "A vida não depende só da sabedoria e da sorte, nem sequer do itinerário. A vida depende dos encontros. Tens mil encontros destinados. Só te vais embora depois de os ter concretizado."
A empatia entre a escritora e todos os participantes gerou um diálogo que quase se prolongou sem fim à vista. Raquel despediu-se com uma "intensa alegria e vontade de escrever livros para leitores com grandes semelhanças a poemas".

Raquel Ochoa nasceu em 1980, em Lisboa, é escritora, colaboradora em jornais, revistas e cronista de viagens que publica no seu blogue, formadora de Escrita Criativa em Portugal e no estrangeiro.
Na sequência de uma viagem de vários meses pela América Central e do Sul, editou "O Vento dos Outros", em 2008. No mesmo ano publicou "Bana - uma Vida a Cantar Cabo Verde", a biografia de um mais populares músicos africanos.
Em 2009 venceu o Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís, com o romance “A Casa-Comboio”, a saga de uma família indo-portuguesa ao longo de quatro gerações.
"A Infanta Rebelde" é a sua primeira obra publicada pela Oficina do Livro. No seu novo romance “Sem fim à vista” de 2012 a autora leva-nos numa viagem por mil encontros destinados, que se desenrola entre a Malásia, Indonésia, Austrália, Nova Zelândia, Hong Kong e Macau, Sri Lanka e Japão.

 


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

LIVRO DE FEVEREIRO




Livro indicado: Sem fim à vista – A viagem

Animador convidado: Raquel Ochoa, escritora.

Destinatários: público em geral

Periodicidade: Mensal

Data: 28 de fevereiro
Horário: das 21h00 às 22h00





 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Amor de Perdição




Ontem, pelas 21h00, decorreu mais uma sessão do Clube de Leitura conduzida pelos animadores convidados Susana Silva e Magalhães dos Santos, do Grupo Cultura Viva.

O livro do mês escolhido foi o clássico "Amor de Perdição" de Camilo Castelo Branco, que envolveu todos os participantes numa partilha de informação sobre o enquadramento histórico e socio-cultural da época,  as personagens mais apaixonantes da obra, assim como o caráter controverso do autor.
Seria um pinga-amor? um perverso? um louco? 
Segundo alguns entendidos foi tudo isso. Mas todos os grandes criadores têm o seu lado negro e o que conta passados tantos anos, é que continua a ser uma figura de referência da literatura portuguesa.

Durante a sessão, a exposição "As mulheres de Camilo", patente na Sala Polivalente, contribuiu também para um melhor esclarecimento sobre a ardente e atribulada vida sentimental de Camilo.


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

LIVRO DE JANEIRO - Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco




No seguimento dos 150 anos do romance Amor de Perdição e aproveitando a exposição "As Mulheres de Camilo" que estará patente na Sala Polivalente da Biblioteca Municipal, a sessão do Clube de Leitura de janeiro homenageia a obra publicada em 1862 e tem assim um excelente pretexto para falar de Camilo Castelo Branco.

Livro indicado: “Amor de Perdição” de Camilo Castelo Branco
Animadores convidados: Susana Silva e Magalhães dos Santos, do Grupo Cultura Viva
Destinatários: público em geral
Data: 31 de janeiro de 2013
Horário: 21h00  às 22h00



sexta-feira, 30 de novembro de 2012





Decorreu ontem a segunda sessão do Clube de Leitura, que foi bastante animada e participada.

Aproveitando a presença de Mário Zambujal na Biblioteca Municipal, o livro do mês foi a última obra do autor "Cafuné". Os membros do clube puderam assim não só partilhar entre si as impressões deixadas pela leitura, como interagir com o próprio autor, ora fazendo comentários, ora questionando alguns aspetos da obra.

O autor explicou a sua tentativa de que que esta obra não fosse confundida com um romance histórico, apesar da obra tratar de um período específico da história de Portugal. Também também questiona se Cafuné poderá ser considerado um romance, pois segundo ele, pelos canones clássicos, a arquitectura do romance é bem mais complexa. 
Contudo, este livro obrigou o autor à consulta de trabalhos de investigação histórica e aos quais faz referencia logo no início da obra.

Cafuné passa-se no início dos século XIX, altura crítica das invasões francesas e da partida da família real para o Brasil. É na Lisboa de então, ainda convalescente do terramoto de 1755 que o leitor vai encontrar Rodrigo Favinhas Mendes, moço empolgado por encantos femininos, e Frei Urbino, um frade que se cansou do mosteiro, e também a Dália e a Lucrécia, damas participantes nas tropelias de Rodrigo.

Cafuné centra-se assim na figura de Rodrigo Favinhas Mendes, um bom malandro que não resiste aos encantos femininos e que se torna amigo de um ex-frade, Frei Urbino de Santiago, que acaba por ser o seu conselheiro e zelador espiritual. É que Rodrigo tem um coração gigante onde cabem muitas mulheres bonitas, dispostas a um carinho que ele é incapaz de recusar…

Mário Zambujal explica que como antigo jornalista passou à ficção para contar coisas que não aconteceram mas poderiam muito bem ter acontecido e pretendeu arquitectar uma história de crítica de costumes, vida e personagens urbanas, muito contemporâneas com um olhar de jornalista.


  

Sobre o autor:
Mário Zambujal, fez a sua estreia literária em 1980 com Crónica dos Bons Malandros a que se seguiram Histórias do Fim da Rua e À Noite Logo se Vê. Após um interregno, em que escreveu histórias para televisão, teatro e rádio, voltou aos livros com Fora de Mão, Primeiro as Senhoras, Já Não se Escrevem Cartas de Amor e Uma Noite Não São Dias e Dama de Espadas e em 2012 publica Cafuné. Presidente do Clube de Jornalistas, Mário Zambujal foi ainda jornalista de A Bola e de O Jornal, subchefe de redacção de O Diário de Lisboa, chefe de redacção de O Século, director-adjunto do Record, director do Mundo Desportivo e dos semanários Se7e e Tal & Qual, subdirector do Canal 2 da RTP e apresentador de diversos programas de televisão.