Decorreu ontem, pelas 21h00, mais uma sessão do Clube de Leitura.
A obra em análise foi "Memória das minhas putas tristes" de Gabriel García Márquez, cujo tema central é o amor na "terceira idade". Muito participativa, esta sessão permitiu a reflexão sobre a velhice, a solidão e a paixão que pode surgir em qualquer idade. Até mesmo aos 90 anos...
(...) Nunca esqueci o seu olhar sombrio enquanto tomávamos o pequeno-almoço: Porque me conheceste tão velho? Respondi-lhe a verdade: A idade não é a que temos mas a que sentimos.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
sexta-feira, 7 de junho de 2013
LEITURA DE JUNHO
Livro do mês: “Memória das minhas putas tristes” de Gabriel García Marquez
Destinatários: público em geral
Data: 27 Junho de 2013
Horário: das 21h00 às 22h00
Sinopse
"Memória das Minhas Putas Tristes" conta a história de um velho
jornalista de noventa anos que deseja festejar a sua longa existência de
prostitutas, livros e crónicas com uma noite de amor com uma jovem
virgem. Inspirado no romance "A Casa das Belas Adormecidas" do Nobel
japonês Yasunari Kawabata, o consagrado escritor colombiano
submerge-nos, num texto pleno de metáforas, nos amores e desamores de um
solitário e sonhador ancião que nunca se deitou com uma mulher sem lhe
pagar e nunca imaginou que encontraria assim o verdadeiro amor. Rosa
Cabarcas, a dona de um prostíbulo, conduzi-lo-á à adolescente com quem
aprenderá que para o amor não há tempo nem idade e que um velho pode
morrer de amor em vez de velhice.
A escrita incomparável de Gabriel García Márquez num romance que é ao
mesmo tempo uma reflexão sobre a velhice e a celebração das alegrias da
paixão.
Sobre o autor:
Gabriel García Márquez - PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1982
Escritor colombiano nascido a 6 de Março de 1928 em Aracataca, um
pequeno entreposto do comércio de bananas. Desde logo deixado ao cuidado
dos seus avós, um coronel na reserva, ex-combatente na guerra civil, e
uma apaixonada pelas tradições orais indígenas, estudou na austeridade
de um colégio de jesuítas.
Terminando os seus estudos secundários, ingressou no curso de Direito da
Universidade de Bogotá, mas não o chegou a concluir. Fascinado pela
escrita, transferiu-se para a Universidade de Cartagena, onde recebeu
preparação académica em Jornalismo. Publicou o seu primeiro conto, "La
Hojarasca", em 1947.
No ano seguinte, deu início a uma carreira como
jornalista, colaborando com inúmeras publicações sul-americanas.
No ano de 1954 foi especialmente enviado para Roma, como correspondente
do jornal El Espectador mas, pouco tempo depois, o regime
ditatorial colombiano encerrou a redacção, o que contribuiu para que
Márquez continuasse na Europa, sentindo-se mais seguro longe do seu
país.
Em 1955 publicou o seu primeiro livro, uma colectânea de contos que já
haviam aparecido em publicações periódicas, e que levou o título do mais
famoso, "La Hojarasca". Passando despercebida pelo olhar da crítica, a
obra inclui contos que lidam compassivamente com a realidade rural da
Colômbia.
Em 1967 publicou a sua obra mais conhecida, o romance "Cien Años De
Soledad" ("Cem Anos de Solidão"), romance que se tornou num marco
considerável no estilo denominado como realismo mágico. Em "El Otoño Del
Patriarca" (1977), Márquez conta a história de um patriarca, cuja
notícia da morte origina uma autêntica luta de poder.
Uma outra obra tida entre as melhores do escritor é "Crónica De Una
Muerte Anunciada" (1981, "Crónica de uma Morte Anunciada"), romance que
descreve o assassinato de um homem em consequência da violação de um
código de honra. Depois de "El Amor En Los Tiempos De Cólera" (1985,
"Amor em Tempos de Cólera"), o autor publicou "El General En Su
Laberinto" (1989), obra que conta a história da derradeira viagem de
Simão Bolívar para jusante do Rio Magdalena. Em 2003, as Publicações D.
Quixote editam, deste autor, "Viver para Contá-la", um volume de
memórias de Gabriel García Márquez onde o autor descreve parte da sua
vida.
Gabriel García Márquez foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1982.
terça-feira, 28 de maio de 2013
Clube de Leitura de MAIO com a presença do autor AFONSO CRUZ
Ontem, pelas 21h00 decorreu mais uma animada e participada sessão do Clube de Leitura, desta vez com a presença do escritor e ilustrador Afonso Cruz.
"O livro do ano" e "A carne de Deus" foram as obras seleccionadas, previamente, pelos elementos do Clube para se debater, mas, com a presença do escritor acabou por se abordar toda a sua obra.
Afonso Cruz revelou as obras clássicas que mais marcaram a sua escrita, assim como o ambiente, as viagens, as diversas culturas, as pessoas e as suas vivências que o inspiram para a criação artística.
Nesta sessão marcaram presença cerca de 30 pessoas que levaram consigo uma grande vontade de ler mais livros do escritor, que a certa altura refere que "Para aquecer o corpo, o melhor é uma lareira. Mas, para aquecer a parte de dentro do corpo, o melhor é ler" .
Para o próximo mês a obra a ser abordada será "Memórias das minhas putas tristes" do colombiano Gabriel Garcia Marquez, agendado já para o dia 27 de Junho.
Boas leituras!
sexta-feira, 24 de maio de 2013
terça-feira, 30 de abril de 2013
LEITURAS DE MAIO
Livros do mês: "A carne de
Deus" e "O livro do ano" de Afonso Cruz
Animador
convidado: Afonso Cruz
Destinatários: público em geral
Data: 27 de Maio de 2013
Horário: 21h00 às 22h00
Afonso Cruz
Além de escrever, Afonso Cruz é ilustrador, realizador de
filmes de animação e compõe para a banda de blues/roots The
Soaked Lamb (onde canta, toca guitarra, harmónica e banjo).
Nasceu em 1971, na Figueira da Foz, e haveria, anos mais tarde,
de viajar por mais de sessenta países. Vive com a sua família
num monte alentejano onde, além de manter uma horta e um
pequeno olival, fabrica a cerveja que bebe. Em 2008, publicou o
seu primeiro romance, A Carne de Deus - Aventuras de Conrado
Fortes e Lola Benites e, em 2009, Enciclopédia da Estória Universal,
galardoado com o Grande Prémio do Conto Camilo Castelo
Branco - APE/Câmara Municipal de Famalicão. Escreveu, ainda, Os Livros Que
Devoraram o Meu Pai (Prémio Literário Maria
Rosa Colaço 2009), A Contradição Humana
(Prémio Autores 2011 SPA/RTP; seleção White
Ravens 2011; Menção Especial do Prémio
Nacional de Ilustração 2011) e A Boneca de
Kokoschka.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
"A Humilhação" de Philip Roth
A sessão do Clube de Leitura da Biblioteca, no passado dia 24 de Abril manteve-se surpreendentemente concorrida e participada, apesar do jogo de futebol que estava a decorrer e o facto de ser véspera de feriado.
A obra "A humilhação" do romancista norte-americano de origem judaica, Philip Roth, com apenas 127 páginas, encantou todos os presentes.
A técnica descritiva, a densidade das personagens e os temas abordados em que o talento, o amor, o sexo, a esperança, a energia, a reputação, são postos a nu, geraram a leitura intensiva da obra que nos conduz a uma inevitável reflexão sobre o percurso da vida e o seu ocaso.
Para o próximo dia 30 de Maio, as obras apontadas foram "A carne de Deus", um thriller satírico e psicadélico e "O livro do ano", um diário de uma menina, mas para leitores de todas as idades, do jovem escritor português Afonso Cruz.
Boas Leituras!
segunda-feira, 1 de abril de 2013
"A humilhação" de Philip Roth
Livro indicado: “A Humilhação” de Philip
Roth
Destinatários: público em geral
Data: 24 de abril de 2013
Horário: 21h00 às 22h00
30º livro de Roth, é um fortíssimo veredicto sobre o envelhecimento
Críticas de imprensa
Helena Vasconcelos, Público
«O livro é muito bom e, sobretudo, tremendamente simples. Conciso. Preciso.»
Ana Cristina Leonardo, Expresso
Sinopse: Acabou tudo para Simon Axler, o protagonista do novo e surpreendente
livro de Philip Roth. Um dos mais destacados actores de teatro
americanos da sua geração, agora na casa dos sessenta, perdeu a magia, o
talento e a confiança. O seu Falstaff, o seu Peer Gynt, o seu Tio
Vânia, todos os seus grandes papéis, "desfizeram-se em ar, em ar leve".
Quando sobe ao palco sente-se louco e faz figura de idiota. Esgotou-se a
confiança nas suas faculdades; imagina que as pessoas se riem dele, já
não consegue fingir que é outra pessoa. "Houve qualquer coisa de
fundamental que desapareceu". A mulher foi-se embora, o público
abandonou-o, o agente não consegue convencê-lo a reentrar em cena.
Dentro deste relato demolidor de auto-esvaziamento inexplicável e
aterrador eclode um contragolpe de invulgar desejo erótico, uma
consolação para uma vida infeliz, tão cheia de risco e aberração que não
aponta para o apaziguamento e a gratificação mas sim para um fim mais
tenebroso e pungente. Nesta longa jornada para a noite, relatada com a
inimitável acutilância, verve e densidade de Roth, todas as ferramentas
de que lançamos mão para nos convencermos da nossa solidariedade, tudo o
que fomos nas nossas vidas - o talento, o amor, o sexo, a esperança, a
energia, a reputação - tudo é posto a nu.
Escritor norte-americano, Philip Milton Roth nasceu a 19 de Março de 1933, na cidade de Newark, no estado da Nova Jérsia. Filho de um mediador de seguros de origem austro-húngara, tornou-se num grande entusiasta de baseball aos sete anos de idade. Descobriu a literatura tardiamente, aos dezoito.
Após ter concluído o ensino secundário, ingressou na Universidade de
Rutgers mas, ao fim de um ano, transferiu-se para outra instituição, a
Universidade de Bucknell. Interrompeu os seus estudos em 1955, ao
alistar-se no exército mas, lesionando-se durante a recruta, acabou por
ser desmobilizado. Decidiu pois retomar os seus estudos, trabalhando
simultaneamente como professor para poder prover ao seu sustento,
tendo-se licenciado em 1957, em Estudos Ingleses.
Inscreveu-se depois num seminário com o intuito de apresentar uma tese de doutoramento, e perdeu o entusiasmo, desistindo deste seu projecto em 1959. Preferindo dar início a um esforço literário, passou a colaborar com o periódico New Republic na qualidade de crítico de cinema, ao mesmo tempo que se debruçava na escrita do seu primeiro livro, que veio a ser publicado nesse mesmo ano, com o título Goodbye, Columbus (1959). A obra constituiu uma autêntica revelação, comprovada pela atribuição do prémio literário National Book Award. Mereceu também uma adaptação para o cinema pela mão do realizador Larry Peece.
Seguiram-se Letting Go (1962) e When She Was Good (1967), até que, em 1969, Philip Roth tornou a consolidar a sua posição como romancista através da publicação de Portnoy's Complaint (1969, O Complexo de Portnoy), obra que contava a história de um monomaníaco obcecado por sexo. O autor passou então a optar por fazer reaparecer muitas das suas personagens em diversas narrativas. Depois de The Breast (1972), romance que aludia à Metamorfose de Franz Kafka, David Kepesh, o protagonista que se via transformado num enorme seio, torna a figurar em The Professor Of Desire (1977) e em The Dying Animal (2001). Um outro exemplo de ressurgência é Nathan Zuckermann, presente em obras como My Life As A Man (1975), Zuckermann Unbound (1981), I Married A Communist (1998, Casei Com Um Comunista ) e The Human Stain (2000).
Tendo dado início a uma carreira docente em meados da década de 60, e que incluiu a sua passagem por instituições como as universidades de Princeton e Nova Iorque, Philip Roth encontrou muita da sua inspiração em incidentes e ambientes da vida académica.
Em 1991 publicou um volume dedicado à história da sua própria família, Patrimony , trabalho que foi galardoado com o National Critics Circle Award no ano seguinte, uma entre as muitas honrarias concedidas ao autor. Em 1997, Philip Roth ganhou Prémio Pulitzer com Pastoral Americana. Em 1998 recebeu a Medalha Nacional de Artes da Casa Branca e em 2002 o mais alto galardão da Academia de Artes e Letras, a medalha de Ouro da Ficção, anteriormente atribuída a John dos Passos, William Faulkner e Saul Bellow, entre outros. Ganhou duas vezes o National Book Critics Award. Em 2005, Roth tornar-se-á o terceiro escrito americano vivo a ter a sua obra publicada numa colecção completa e definitiva pela Library of America. A publicação do último dos oito volumes está prevista para 2013. Em 2011 recebe o Man Booker International Prize, prémio que procura destacar a influência de um escritor no campo da literatura. Trata-se de um reconhecimento do trabalho pessoal, e não de uma obra sua em particular.
Inscreveu-se depois num seminário com o intuito de apresentar uma tese de doutoramento, e perdeu o entusiasmo, desistindo deste seu projecto em 1959. Preferindo dar início a um esforço literário, passou a colaborar com o periódico New Republic na qualidade de crítico de cinema, ao mesmo tempo que se debruçava na escrita do seu primeiro livro, que veio a ser publicado nesse mesmo ano, com o título Goodbye, Columbus (1959). A obra constituiu uma autêntica revelação, comprovada pela atribuição do prémio literário National Book Award. Mereceu também uma adaptação para o cinema pela mão do realizador Larry Peece.
Seguiram-se Letting Go (1962) e When She Was Good (1967), até que, em 1969, Philip Roth tornou a consolidar a sua posição como romancista através da publicação de Portnoy's Complaint (1969, O Complexo de Portnoy), obra que contava a história de um monomaníaco obcecado por sexo. O autor passou então a optar por fazer reaparecer muitas das suas personagens em diversas narrativas. Depois de The Breast (1972), romance que aludia à Metamorfose de Franz Kafka, David Kepesh, o protagonista que se via transformado num enorme seio, torna a figurar em The Professor Of Desire (1977) e em The Dying Animal (2001). Um outro exemplo de ressurgência é Nathan Zuckermann, presente em obras como My Life As A Man (1975), Zuckermann Unbound (1981), I Married A Communist (1998, Casei Com Um Comunista ) e The Human Stain (2000).
Tendo dado início a uma carreira docente em meados da década de 60, e que incluiu a sua passagem por instituições como as universidades de Princeton e Nova Iorque, Philip Roth encontrou muita da sua inspiração em incidentes e ambientes da vida académica.
Em 1991 publicou um volume dedicado à história da sua própria família, Patrimony , trabalho que foi galardoado com o National Critics Circle Award no ano seguinte, uma entre as muitas honrarias concedidas ao autor. Em 1997, Philip Roth ganhou Prémio Pulitzer com Pastoral Americana. Em 1998 recebeu a Medalha Nacional de Artes da Casa Branca e em 2002 o mais alto galardão da Academia de Artes e Letras, a medalha de Ouro da Ficção, anteriormente atribuída a John dos Passos, William Faulkner e Saul Bellow, entre outros. Ganhou duas vezes o National Book Critics Award. Em 2005, Roth tornar-se-á o terceiro escrito americano vivo a ter a sua obra publicada numa colecção completa e definitiva pela Library of America. A publicação do último dos oito volumes está prevista para 2013. Em 2011 recebe o Man Booker International Prize, prémio que procura destacar a influência de um escritor no campo da literatura. Trata-se de um reconhecimento do trabalho pessoal, e não de uma obra sua em particular.
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