Para a
sessão do dia 30 de Outubro,
entre as 21 e 22 horas, foi escolhida a obra "Por favor, não matem
a cotovia" de Harper Lee, livro que faz parte da selecção para o Plano
Nacional de Leitura, recomendado para o 3º ciclo, destinado a leitura autónoma.
Foi também Prémio Pulitzer.
Sinopse: Situado em Maycomb, uma pequena
cidade imaginária do Alabama, durante a Grande Depressão, o romance de Harper
Lee, vencedor do Prémio Pulitzer, em 1961, fala-nos do crescimento de uma
rapariga numa sociedade racista.
Scout,
a protagonista rebelde e irónica, é criada com o irmão, Jem, pelo seu pai
viúvo, Atticus Finch. Ele é um advogado que lhes fala como se fossem capazes de
entender as suas ideias, encorajando-os a refletirem, em vez de se deixarem
arrastar pela ignorância e o preconceito.
Atticus
vive de acordo com as suas convicções. É então que uma acusação de violação de
uma jovem branca é lançada contra Tom Robinson, um dos habitantes negros da
cidade.
Atticus
concorda em defendê-lo, oferecendo uma interpretação plausível das provas e
preparando-se para resistir à intimidação dos que desejam resolver o caso
através do linchamento. Quando a histeria aumenta, Tom é condenado e Bob Ewell,
o acusador tenta punir o advogado de um modo brutal.
Entretanto,
os seus dois filhos e um amigo encenam em miniatura o seu próprio drama de
medos, centrado em Boo
Radley, uma lenda local que vive em reclusão numa casa
vizinha.
Recentemente,
alguns dos mais importantes livreiros norte-americanos atribuíram grande
destaque ao livro, ao elegerem-no como o melhor romance do século XX.
Críticas
de imprensa
«Sem
dúvida um verdadeiro fenómeno literário, este romance sulista não apresenta a
mais pequena mácula nas suas delicadas folhas de magnólia. Divertido, alegre e
escrito com uma precisão cirúrgica.»Vogue
«O
estilo de Harper Lee revela-nos uma prosa enérgica e vigorosa capaz de traduzir
com minúcia o modo de vida e o falar sulistas, bem como uma imensa panóplia de
verdades úteis sobre a infância no sul dos EUA.»Time
Nelle Harper Lee, nasceu a 28 de abril de 1926,
em Monroeville, Alabama, nos Estados Unidos da América. Era a mais nova de
quatro irmãos.
Em criança, Harper Lee foi uma maria-rapaz e uma leitora
precoce, tendo como vizinho e colega de escola Truman Capote.
Depois de ter acabado o liceu em 1944, frequentou o
Huntingdon College em Montgomery, e, mais tarde, a Universidade de Alabama.
Entre os seus colegas ficou conhecida por gostar da solidão e de livros.
Colaborou no jornal escolar, Rammer Jammer.
Depois de regressar de um verão na Universidade de Oxford,
em Inglaterra, Lee abandonou os estudos de Direito e partiu para Nova Iorque,
decidida a tornar-se escritora. Trabalhou em empresas de aviação e manteve-se
em contacto com Truman Capote. São dessa época os seus primeiros contos.
Lee acabou de escrever Mataram
a cotovia no verão de 1959.
Publicado em julho 1960, o romance recebeu no ano seguinte o Prémio Pulitzer de
Ficção.
Mataram a cotovia tem aspectos autobiográficos.
Tal como Lee, a protagonista do livro, Scout Finch,
era filha de um advogado numa pequena cidade (e o apelido de solteira da mãe de
Harper Lee era Finch). Dill, o amigo dos dois irmãos do romance, inpira-se em
Capote, que, por sua vez, se inspirou em Harper Lee para criar a personagem de Idabel
Thompkins em outras vozes, outros quartos.
Depois de ter terminado a escrita do seu romance, Lee
acompanhou Truman Capote a Holcomb, Kansas, para o apoiar na investigação do
assassínio de um fazendeiro e da sua família.
Foi o material então reunido que deu origem a A sangue frio.
Embora tenha iniciado um segundo romance, The Long Goodbye e publicado alguns escritos, Harper
Lee não voltaria a editar qualquer livro.
Recusou também proferir conferências ou conceder
entrevistas. Aceitou no entanto ser nomeada para o National Council on the Arts
e receber o doutoramento Honoris Causa da Universidade de Notrer Dame.
Em Julho de 2006, escreveu uma carta a Oprah Winfrey, em que
dizia: "Agora, setenta e cinco anos mais tarde, na sociedade da abundância
onde as pessoas têm portáteis, telemóveis, iPods, e mentes que parecem quartos
vazios, eu prefiro teimosamente livros.
Viveu sempre uma vida completamente afastada dos círculos
mediáticos e é junto com JD Salinger, uma das mais famosas reclusas literárias,
morando ainda hoje na casa onde passou a sua infância, em Monroeville, no
estado sulista do Alabama.