Crónica D'El rey pasmado" de Gonzalo Torrente Balester será o livro a ser debatido a 30 de Abril, no Clube de Leitura da Biblioteca.
Trata-se de um livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura, no Plano Nacional de Leitura.
"Tal
como acontecera já em Espanha, a Crónica do Rei Pasmado foi um grande
êxito em Portugal. Nada mais natural. É que este «scherzo em re(i) maior
alegre, mas não demasiado», como o próprio autor lhe chama, é um livro
particularmente saboroso, hábil e irónico, narrado com a mestria e a sabedoria
de um escritor como Ballester. A partir do pasmo extasiado do rei ao ver pela
primeira vez uma mulher nua, e ao querer ver nua também a rainha, toda uma
intriga se tece na corte, metendo nobres, inquisidores, uma afamada meretriz,
um jesuíta português, a superiora do convento; toda uma tela de uma obra que
bem justifica o qualificativo de pitoresca, num divertimento de primeira
água."
Gonzalo
Torrente Ballester
Escritor espanhol, Gonzalo Torrente Ballester nasceu a 13 de Junho de 1910,
numa pequena aldeia da Galiza (Los Corrales de Serantes, em El Ferrol), mas
sempre sentiu que tinha nascido na Idade Média de tal modo foi a sua imaginação
influenciada pelas lendas rurais. Licenciou-se em Filosofia e Letras na
Universidade de Santiago de Compostela e, posteriormente, em Direito e Ciências.
Deu aulas em institutos de diversas cidades espanholas, sempre contagiando os
alunos com o seu amor pela literatura, nomeadamente por Cervantes e pela figura
de D. Quixote. Casou duas vezes. Teve onze filhos, escreveu mais de vinte
livros e tinha uma biblioteca com cerca de 12 000 volumes.
Em 1977 ingressou na Real Academia mas foi quando a sua trilogia Los
gozos y las sombras (Os Prazeres e as Sombras, publicada entre 1957
e 1962) foi transformada numa série de televisão que ele se tornou reconhecido
em toda a Espanha. Em 1991, também Crónica del rey pasmado (Crónica
do Rei Pasmado, 1989) viria a ser adaptado ao cinema para o filme realizado
por Imanol Uribe.
Numa entrevista cerca de um ano antes de morrer afirmou: "Tive a sorte de
ser dos poucos que conseguiram ver as duas faces da lua". Com efeito, a
sua obra, irónica e original, sempre soube combinar, por um lado, a luz e a
sombra, e, por outro, a racionalidade e a imaginação que o fazia encarar a
realidade e o quotidiano como muito mais fantásticos que qualquer ficção.
Veio a falecer no dia 27 de Janeiro de 1999.
Prémios
Literários:
Fundação
March 1959
Cidade de Barcelona 1973
Príncipe das Astúrias das Letras 1982
Cervantes 1985
Planeta 1988
Azorín 1994
Castilla Y León das Letras 1996