segunda-feira, 1 de junho de 2015

CLUBE DE LEITURA - MAIO

Sessão animada, bem humorada e com muitas participantes a comentarem, criticarem, analisarem uma obra que expõe a sexualidade nua e crua, sem preconceitos, onde impera o puro prazer carnal.
Mas a obra vai muito para além disso, ficou a ideia consensual do tom inteligente da escrita,  de coloridas descrições de sexo em grupo, lesbianismo, incesto, com referências da cultura europeia e até algumas provocações políticas. 

Envolvido em polémica assim que foi lançado no mercado português, este livro do escritor brasileiro João Ubaldo Ribeiro subiu rapidamente para os tops de vendas, tal como acontecera no Brasil, onde já ultrapassou os cem mil exemplares. Escrito em 1998, por encomenda da Editora Objectiva para uma série de livros sobre os sete pecados capitais, "A Casa dos Budas Ditosos" trata do pecado da luxúria.
É o relato escaldante das memórias de uma velha baiana libertina que reside no Rio de Janeiro. Desde a sua adolescência na Baía, passando pelos Estados Unidos, até ao Rio onde vive, esta mulher seduziu ao longo da vida amigos e familiares, casados ou solteiros, rapazes e garotas, a sós ou em grupo, para participarem nas suas imaginativas actividades sexuais. 
A linguagem do livro é despudoradamente crua, mordaz, corrosiva, mas pontuada por apurado sentido de humor. Alguns chegaram a classificar o livro de pornográfico. Mas o escritor, de 58 anos, descendente de portugueses ,membro da Academia Brasileira de Letras, não se intimida. E afirmou ao jornal "Público": « Eu não me importo que digam que (o meu livro) é pornográfico. Posso não gostar. Mas quem tem boca diz o que quer. Eu escrevi o que quis. Os leitores que decidam. Houve algumas críticas extremamente desfavoráveis mas houve também uma grande repercussão positiva. Aqui no Brasil, o livro está sendo levado a sério. Ainda agora estive na Sociedade de Psicanálise, num debate. E comecei a receber um tal volume de correspondência de mulheres que gostaram da protagonista...»
Críticas de imprensa




segunda-feira, 4 de maio de 2015

LEITURA DE MAIO



Livro indicado: “A casa dos budas ditosos” de João Ubaldo Ribeiro

Destinatários:  público em geral

Data:  28 maio 2015

Horário:  21h00  às 22h00






Sinopse
Envolvido em polémica assim que foi lançado no mercado português, este livro do escritor brasileiro João Ubaldo Ribeiro subiu rapidamente para os tops de vendas, tal como acontecera no Brasil, onde já ultrapassou os cem mil exemplares. Escrito em 1998, por encomenda da Editora Objectiva para uma série de livros sobre os sete pecados capitais, "A Casa dos Budas Ditosos" trata do pecado da luxúria.  É o relato escaldante das memórias de uma velha baiana libertina que reside no Rio de Janeiro. Desde a sua adolescência na Baía, passando pelos Estados Unidos, até ao Rio onde vive, esta mulher seduziu ao longo da vida amigos e familiares, casados ou solteiros, rapazes e garotas, a sós ou em grupo, para participarem nas suas imaginativas actividades sexuais. A linguagem do livro é despudoradamente crua, mordaz, corrosiva, mas pontuada por apurado sentido de humor. Alguns chegaram a classificar o livro de pornográfico. Mas o escritor, de 58 anos, descendente de portugueses ,membro da Academia Brasileira de Letras, não se intimida. E afirmou ao jornal "Público": « Eu não me importo que digam que (o meu livro) é pornográfico. Posso não gostar. Mas quem tem boca diz o que quer. Eu escrevi o que quis. Os leitores que decidam. Houve algumas críticas extremamente desfavoráveis mas houve também uma grande repercussão positiva. Aqui no Brasil, o livro está sendo levado a sério. Ainda agora estive na Sociedade de Psicanálise, num debate. E comecei a receber um tal volume de correspondência de mulheres que gostaram da protagonista...»
João Ubaldo Ribeiro

Jornalista, escritor e argumentista brasileiro nascido a 23 de Janeiro de 1941, na Ilha de Itaparica, Baía. Estreou-se como jornalista em 1957 no Jornal da Bahia. Estudou Direito na Universidade Federal da Baía e, enquanto estudava, participou na edição de jornais e revistas e numa colectânea de contos editada pela universidade em 1961. Em 1963 escreveu o seu primeiro romance, Setembro não faz sentido, que só foi publicado cinco anos mais tarde. Fez o mestrado em Administração Pública e Ciência Política, em 1964, na Universidade da Califórnia do Sul, nos Estados Unidos da América, e, de 1965 a 1971, ingressa na Universidade Federal da Baía como professor de Ciências Políticas. Insatisfeito com a experiência, retoma a sua actividade como jornalista. Em 1971 publica o seu romance Sargento Getúlio, que foi alvo de produção cinematográfica em 1983. Viajou e viveu em vários lugares, entre eles em Portugal, em 1981, em consequência de uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian. Participou em vários eventos culturais no estrangeiro, como o Festival Internacional de Escritores (1982), no Canadá, e a Feira do Livro de Frankfurt (1994), na Alemanha. Professor catedrático na Universidade de Tubigem, na Alemanha, passou a fazer parte da Academia Brasileira de Letras em 1994. Entre as várias obras do autor encontram-se os romances O sorriso do lagarto (1989), alvo da elaboração de uma série televisiva, A casa dos Budas Ditosos (1999) e Diário do Farol (2002), as crónicas Um brasileiro em Berlim (1995) e O Conselheiro Come (2000), e na literatura infanto-juvenil Vida e paixão de Pandomar, o cruel (1983). 
Venceu o prestigiado Prémio Camões em 2008.
Morreu a 18 de julho de 2014, no Rio de Janeiro.

sábado, 2 de maio de 2015

CLUBE DE LEITURA - ABRIL

A sessão de abril do Clube de Leitura da Biblioteca Municipal, decorreu de uma forma muito divertida e participada na abordagem à obra  "Crónica do rei pasmado" de Gonzalo Torrente Ballester. Apesar de estar classificado como romance, esta obra poderia ser designada de novela, usando o autor ingredientes para construir toda a trama, com um grande sentido de humor.

A história parte do facto de facto do Rei, ao  ver pela primeira vez uma mulher nua, ficar tão pasmado que deseja contemplar também a Rainha, sua esposa, nua. Este seria um desejo absolutamente normal e legítimo, não fosse à época, pleno século XVII, um pedido insólito, onde a corte e o clero tinham protocolos que regulamentavam todos actos do rei, sendo mesmo necessário um requerimento formal de cada vez que o Rei quisesse passar a noite no quarto da Rainha tendo, para tal, de apresentar justificação.

As intrigas ganham vida com um conjunto de personagens como Marfisa,  o Conde Peña Andrada, o Primeiro-Ministro, o Valido, os Padres Villaescusa, Luís e Almeida, a Camareira Real e a Madre Superiora, numa Espanha dominada pela Inquisição onde não falta a presença de um jesuíta português...








segunda-feira, 30 de março de 2015

LEITURA DE ABRIL



Crónica D'El rey pasmado" de Gonzalo Torrente Balester será o livro a ser debatido a 30 de Abril, no Clube de Leitura da Biblioteca.

Trata-se de um livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura, no Plano Nacional de Leitura.




"Tal como acontecera já em Espanha, a Crónica do Rei Pasmado foi um grande êxito em Portugal. Nada mais natural. É que este «scherzo em re(i) maior alegre, mas não demasiado», como o próprio autor lhe chama, é um livro particularmente saboroso, hábil e irónico, narrado com a mestria e a sabedoria de um escritor como Ballester. A partir do pasmo extasiado do rei ao ver pela primeira vez uma mulher nua, e ao querer ver nua também a rainha, toda uma intriga se tece na corte, metendo nobres, inquisidores, uma afamada meretriz, um jesuíta português, a superiora do convento; toda uma tela de uma obra que bem justifica o qualificativo de pitoresca, num divertimento de primeira água."





Gonzalo Torrente Ballester


Escritor espanhol, Gonzalo Torrente Ballester nasceu a 13 de Junho de 1910, numa pequena aldeia da Galiza (Los Corrales de Serantes, em El Ferrol), mas sempre sentiu que tinha nascido na Idade Média de tal modo foi a sua imaginação influenciada pelas lendas rurais. Licenciou-se em Filosofia e Letras na Universidade de Santiago de Compostela e, posteriormente, em Direito e Ciências. Deu aulas em institutos de diversas cidades espanholas, sempre contagiando os alunos com o seu amor pela literatura, nomeadamente por Cervantes e pela figura de D. Quixote. Casou duas vezes. Teve onze filhos, escreveu mais de vinte livros e tinha uma biblioteca com cerca de 12 000 volumes.


Em 1977 ingressou na Real Academia mas foi quando a sua trilogia Los gozos y las sombras (Os Prazeres e as Sombras, publicada entre 1957 e 1962) foi transformada numa série de televisão que ele se tornou reconhecido em toda a Espanha. Em 1991, também Crónica del rey pasmado (Crónica do Rei Pasmado, 1989) viria a ser adaptado ao cinema para o filme realizado por Imanol Uribe.


Numa entrevista cerca de um ano antes de morrer afirmou: "Tive a sorte de ser dos poucos que conseguiram ver as duas faces da lua". Com efeito, a sua obra, irónica e original, sempre soube combinar, por um lado, a luz e a sombra, e, por outro, a racionalidade e a imaginação que o fazia encarar a realidade e o quotidiano como muito mais fantásticos que qualquer ficção.


Veio a falecer no dia 27 de Janeiro de 1999.


Prémios Literários:


Fundação March 1959


Cidade de Barcelona 1973


Príncipe das Astúrias das Letras 1982


Cervantes 1985


Planeta 1988


Azorín 1994


Castilla Y León das Letras 1996




sexta-feira, 6 de março de 2015

CLUBE DE LEITURA - MARÇO

A sessão do dia 25 de março, anteriormente prevista para 28 de fevereiro, foi dedicada à obra "Nunca me deixes" do escritor nipo-britânico Kazuo Ishiguro, que faz parte de uma lista dos 50 melhores escritores ingleses. 
Trata-se de uma novela de ficção científica com tónica futurista, considerada pelo Times e celebrada com prémios atribuídos tão importantes como o National Book Critics Circle e ALA Alex Award.
A leitura desta obra, apesar de alguns vazios de informação, permitiu abordar o tema da clonagem e interiorizar as consequências a todos os níveis sobre a desumanidade deste tipo de desenvolvimento científico.
Enfim, é uma verdadeira parábola sobre a mortalidade. 
Em 2010 a obra foi adaptada para filme sob a direcção Mark Romanek. 
Let's look at the trailler...  :) 





A sessão do dia 5 de março do Clube de Leitura foi dedicada à Poesia e teve uma animada participação.
Todas as pessoas presentes puderam ler os poemas e dar voz aos seus poetas preferidos, ganhando coragem para mostrar os seus dotes de "diseur". 
Na mesa estiveram presentes também objectos relacionados ou com o tema do poema ou com os objectos de uso pessoal dos poetas. 
Alguma poesia triste, reflexiva, instrospectiva e muitas outras carregadas de humor. 
Não faltaram à sessão um Camões efeminado, um Jorge Sousa Braga atrevido, um Nuno Júdice brincalhão, um Prévert comovente e até um poema inédito do sanjoanense Ângelo Vieira Araújo, que nunca foi publicado. 
Como não podia deixar de ser Cesário Verde, Sophia de Melo Breyner Andresen, Eugénio de Andrade, Ruy Belo, Daniel Faria, Maria do Rosário Pedreira, António Gedeão, Carlos Drumond de Andrade e, claro, Fernando Fessoa, estiveram presentes através das suas palavras. 
Viva a Poesia e quem ainda a desfruta!