Mostrar mensagens com a etiqueta O Deus das pequenas coisas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta O Deus das pequenas coisas. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 31 de janeiro de 2023

No passado dia 26 de janeiro, pelas 21h00, decorreu mais uma sessão do Clube para análise e discussão da obra "O Deus das pequenas coisas", da indiana Arundhati Roy.

Esta obra foi Booker Prize em 1997, tornou-se um fenómeno literário no ano em que foi publicada, tendo sido a autora comparada no estilo a Salman Rushdie e García Màrquez.

Trata-se de um romance complexo mas muito interessante, extraordinário, moralmente intenso e de grande riqueza imaginativa que nos transmite um retrato da Índia a todos os níveis. 

Em alguns capítulos estamos perante uma narrativa em prosa poética, muito sensorial, cheia de beleza e da pureza primordial. Noutros, assistimos a um realismo inquietante, de uma violência atroz, dirigida principalmente à mulher e aos mais humildes das castas ditas intocáveis.




segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

CLUBE DE LEITURA - JANEIRO 2023

Com uma periodicidade mensal (à exceção de agosto), o Clube de Leitura destina-se a promover o prazer da leitura partilhada. 

As reuniões decorrem à volta de um livro previamente escolhido e lido por todos, proporcionando a convivência e a discussão entre quem gosta de ler e explorar os livros lidos, tornando a experiência da leitura ainda mais estimulante. Pontualmente poderá ter um escritor/dinamizador convidado.

O Clube de Leitura reunirá a 26 de janeiro, pelas 21h00.

O livro selecionado será "O Deus das pequenas coisas", de Arundhati Roy, Booker Prize de 1997.



Sinopse: "O Deus das Pequenas Coisas" é a história de três gerações de uma família da região de Kerala, no sul da Índia, que se dispersa por todo o mundo e se reencontra na sua terra natal. Uma história feita de muitas histórias. A histórias dos gémeos Estha e Rahel, nascidos em 1962, por entre notícias de uma guerra perdida. A de sua mãe Ammu, que ama de noite o homem que os filhos amam de dia, e de Velutha, o intocável deus das pequenas coisas. A da avó Mammachi, a matriarca cujo corpo guarda cicatrizes da violência de Pappachi. A do tio Chacko, que anseia pela visita da ex-mulher inglesa, Margaret, e da filha de ambos, Sophie Mol. A da sua tia-avó mais nova, Baby Kochamma, resignada a adiar para a eternidade o seu amor terreno pelo Padre Mulligan.

Estas são as pequenas histórias de uma família que vive numa época conturbada e de um país cuja essência parece eterna. Onde só as pequenas coisas são ditas e as grandes coisas permanecem por dizer.
"O Deus das Pequenos Coisas" é uma apaixonante saga familiar que, pelos seus rasgos de realismo mágico, levou a crítica a comparar Arundhati Roy com Salmon Rushdie e García Márquez.

 

Quem é Arundhati Roy?

Arundhati Roy cursou arquitetura na Universidade de Deli e foi autora de guiões para séries televisivas e filmes. Com o seu primeiro romance "O Deus das Pequenas Coisas"- traduzido em dezasseis línguas e que constituiu um acontecimento literário em todos os países em que foi publicado - obteve o Booker Prize de 1997. Desde então, publicou várias obras de não ficção, incluindo os ensaios "O Fim da Imaginação" e "Pelo Bem Comum". Atualmente vive em Deli.


Citações (Graça Serra)


Capítulo 2

Dezembro de 1969. Os gémeos vão de viagem até Cochim para ver "Música no Coração" pela 3ª vez. Vão no Plymouth azul claro que fora de Pappachi (comprou-o a um velho inglês). E no dia seguinte vão ao aeroporto esperar a prima inglesa.

A distância entre Ayemenem, onde vivem, e Cochim, é de cerca de 60 km.
Capítulo 4

O filme já tinha começado. Perderam a cortina de veludo ondulada a subir, com luzinhas nas borlas amarelas. Subindo devagarinho ao som da música, que poderia ter sido "O Passeio do Elefante Bebé, de Hatari" ou "A Marcha do Coronel Bogey".

"Hatari" é um filme americano de 1962 com John Wayne. Da Banda Sonora do filme faz parte a famosa canção "Passeio do Elefante Bebé", do compositor Henri Mancini, conhecido pelas numerosas canções que compôs para filmes e séries. 




"A Marcha do Coronel Bogey" é uma marcha militar que foi escrita em 1914 por um militar britânico mas é mais conhecida pelo nome de "Ponte sobre o rio Kwai", depois de ter sido usada como banda sonora do filme com o mesmo nome, de 1957, do realizador David Lean. O filme ganhou 7 Óscares em 1958, incluindo o de Melhor Banda Sonora.    

Capítulo 6

Normalmente, Chacko usava um "mundu", mas para ir esperar a filha e a ex-mulher ao aeroporto vestiu um fato justo.

"Mundu" é o nome de uma vestimenta usada ao redor da cintura pelos homens na Índia, em tecido de algodão, com uma lista colorida no lado direito.





Capítulo 8

Mammachi tocava no violino "Lentement", um movimento da suite II em Ré maior da Música Aquática de Händel.


Momento musical, pequena pausa para ouvir Händel...é só 1:37.