Com uma periodicidade
mensal (à exceção de agosto), o Clube de Leitura destina-se a promover o prazer
da leitura partilhada.
As reuniões decorrem à volta de um livro previamente escolhido e lido por
todos, proporcionando a convivência e a discussão entre quem gosta de ler e
explorar os livros lidos, tornando a experiência da leitura ainda mais
estimulante. Pontualmente poderá ter um escritor/dinamizador convidado.
O Clube de Leitura reunirá a 26 de janeiro, pelas 21h00.
O livro selecionado
será "O Deus das pequenas coisas", de Arundhati Roy, Booker
Prize de 1997.
Sinopse: "O Deus das Pequenas
Coisas" é a história de três gerações de uma família da região de Kerala,
no sul da Índia, que se dispersa por todo o mundo e se reencontra na sua terra
natal. Uma história feita de muitas histórias. A histórias dos gémeos Estha e
Rahel, nascidos em 1962, por entre notícias de uma guerra perdida. A de sua mãe
Ammu, que ama de noite o homem que os filhos amam de dia, e de Velutha, o
intocável deus das pequenas coisas. A da avó Mammachi, a matriarca cujo corpo
guarda cicatrizes da violência de Pappachi. A do tio Chacko, que anseia pela
visita da ex-mulher inglesa, Margaret, e da filha de ambos, Sophie Mol. A da
sua tia-avó mais nova, Baby Kochamma, resignada a adiar para a eternidade o seu
amor terreno pelo Padre Mulligan.
Estas são as pequenas histórias de uma família que
vive numa época conturbada e de um país cuja essência parece eterna. Onde só as
pequenas coisas são ditas e as grandes coisas permanecem por dizer.
"O Deus das Pequenos Coisas" é uma
apaixonante saga familiar que, pelos seus rasgos de realismo mágico, levou a
crítica a comparar Arundhati Roy com Salmon Rushdie e García Márquez.
Quem é Arundhati Roy?
Arundhati Roy cursou arquitetura na Universidade de
Deli e foi autora de guiões para séries televisivas e filmes. Com o seu
primeiro romance "O Deus das Pequenas Coisas"- traduzido em dezasseis
línguas e que constituiu um acontecimento literário em todos os países em que
foi publicado - obteve o Booker Prize de 1997. Desde então, publicou várias
obras de não ficção, incluindo os ensaios "O Fim da Imaginação" e
"Pelo Bem Comum". Atualmente vive em Deli.
Citações (Graça Serra)
Capítulo 2
Dezembro de 1969. Os gémeos vão de viagem até Cochim para ver "Música no Coração" pela 3ª vez. Vão no Plymouth azul claro que fora de Pappachi (comprou-o a um velho inglês). E no dia seguinte vão ao aeroporto esperar a prima inglesa.
A distância entre Ayemenem, onde vivem, e Cochim, é de cerca de 60 km.
Capítulo 4
O filme já tinha começado. Perderam a cortina de veludo ondulada a subir, com luzinhas nas borlas amarelas. Subindo devagarinho ao som da música, que poderia ter sido "O Passeio do Elefante Bebé, de Hatari" ou "A Marcha do Coronel Bogey".
"Hatari" é um filme americano de 1962 com John Wayne. Da Banda Sonora do filme faz parte a famosa canção "Passeio do Elefante Bebé", do compositor Henri Mancini, conhecido pelas numerosas canções que compôs para filmes e séries.
"A Marcha do Coronel Bogey" é uma marcha militar que foi escrita em 1914 por um militar britânico mas é mais conhecida pelo nome de "Ponte sobre o rio Kwai", depois de ter sido usada como banda sonora do filme com o mesmo nome, de 1957, do realizador David Lean. O filme ganhou 7 Óscares em 1958, incluindo o de Melhor Banda Sonora.
Capítulo 6
Normalmente, Chacko usava um "mundu", mas para ir esperar a filha e a ex-mulher ao aeroporto vestiu um fato justo.
"Mundu" é o nome de uma vestimenta usada ao redor da cintura pelos homens na Índia, em tecido de algodão, com uma lista colorida no lado direito.
Capítulo 8
Mammachi tocava no violino "Lentement", um movimento da suite II em Ré maior da Música Aquática de Händel.
Momento musical, pequena pausa para ouvir Händel...é só 1:37.