Mostrar mensagens com a etiqueta Antoine de Saint-Exupéry. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Antoine de Saint-Exupéry. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

CLUBE DE LEITURA - DEZEMBRO

Ontem, pelas 20h00 decorreu a sessão  do Clube de Leitura de Dezembro,  antecipada devido aos afazeres natalícios que nos envolvem nesta época.

Na sessão foi abordada a obra "O principezinho" de Antoine de Saint-Exupery (1900-1944), onde pudemos admirar as múltiplas edições que estiveram sobre a mesa, desde a edição normal, em pop-up, banda desenhada, etc.

A obra foi escrita e ilustrada quando o autor vivia nos EUA, tendo sido publicada em 1943, um ano antes da sua morte, durante a 2ª Guerra Mundial.

Foi dedicada ao seu amigo León Werth (1878-1955), mais velho 22 anos, pacifista, que já tinha participado na 1ª Guerra Mundial e que naquele momento vivia em França, passando os horrores da ocupação nazi, com frio e fome.

Aparentemente é uma obra infantil, mas também é destinado a adultos e permite um encontro com a criança que existe em cada um de nós. Assiste-se a uma espécie de confronto entre a visão instintiva, sem preconceitos de uma criança e a visão condicionada de um adulto.

Apesar dos 74 anos que nos separam da edição original, continuam muito atuais as críticas e reflexões sobre o mundo e a humanidade.
Não faltam críticas aos adultos ambiciosos, que só se preocupam com os bens materiais, a fama, o poder, a vaidade, o conformismo, o egoísmo, a embriaguez, etc.
Denuncia os vícios que cegam as pessoas e não as deixam ver a beleza das coisas.

Os adultos perderam a inocência, a imaginação, a criatividade, não têm tempo para nada, pois compram tudo feito. Não cultivam as amizades, porque a amizade não está à venda, perderam a ingenuidade, a paciência, o poder de abstração, só gostam das coisas concretas, julgam os outros pela aparência, são materialistas e só gostam de números. Esqueceram-se de ver com o coração e vivem sós no meio da multidão, pois "Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos".

Cada um só se preocupa com os seus próprios problemas, já não há tempo para parar, observar a beleza que nos rodeia, tornando-se cada vez mais amargos e insensíveis.

Obra simbólica, plena de metáforas e alegorias, com frases tocantes e na visita do principezinho aos sete asteróides,  estão expressos os sete pecados mortais.

No capítulo da raposa, fala da evolução e da importância da amizade, que exige paciência, observação, pois "se tiveres intimidade comigo, a minha vida encher-se-á de sol. Passarei a distinguir um ruído de passos diferente de todos os outros. Os outros passos fazem-me esconder debaixo da terra. Os teus, como uma melodia, convidar-me-ão a sair da toca...e se vieres, por exemplo às quatro horas da tarde, a partir das três horas começo a ser feliz."

Segundo o prefácio de Valter Hugo Mãe "Quando Antoine de Saint-Exupéry, em 1943, publicou O Principezinho, estava, talvez sem o haver completamente percebido, a oferecer ao mundo uma das obras mais cuidadoras de sempre."

Este livro é um dos livros mais marcantes da sua vida e está recomendado como terapia a todos os adultos, para que possam ser mais felizes.


 















terça-feira, 5 de dezembro de 2017

CLUBE DE LEITURA - DEZEMBRO

Com uma periodicidade mensal (à exceção de agosto), o Clube de Leitura destina-se a promover o prazer da leitura partilhada. As reuniões decorrem à volta de um livro previamente escolhido e lido por todos, proporcionando a convivência e a discussão entre quem gosta de ler e explorar os livros lidos, tornando a experiência da leitura ainda mais estimulante. Pontualmente poderá ter um escritor/dinamizador convidado.

Livro indicado: “O principezinho” de Antoine de Saint-Exupéry
Data: 30 novembro, 21h00


Sinopse: Antoine de Saint-Exupéry publicou pela primeira vez «O Principezinho» em 1943, quando recuperava de ferimentos de guerra em Nova Iorque, um ano antes do seu avião Lockheed P-38 ter sido dado como desaparecido sobre o Mar Mediterrâneo, durante uma missão de reconhecimento. Mais de meio século depois, a sua fábula sobre o amor e a solidão não perdeu nenhuma da sua força, muito pelo contrário: este livro que se transformou numa das obras mais amadas e admiradas do nosso tempo, é na verdade de alcance intemporal, podendo ser inspirador para leitores de todas as idades e de todas as culturas.

O narrador da obra é um piloto com um avião avariado no deserto do Sahara, que, tenta desesperadamente, reparar os danos causados no seu aparelho. Um belo dia os seus esforços são interrompidos devido à aparição de um pequeno príncipe, que lhe pede que desenhe uma ovelha. Perante um domínio tão misterioso, o piloto não se atreveu a desobedecer e, por muito absurdo que pareça - a mais de mil milhas das próximas regiões habitadas e correndo perigo de vida - pegou num pedaço de papel e numa caneta e fez o que o principezinho tinha pedido. E assim tem início um diálogo que expande a imaginação do narrador para todo o género de infantis e surpreendentes direcções. «O Principezinho» conta a sua viagem de planeta em planeta, cada um sendo um pequeno mundo povoado com um único adulto. Esta maravilhosa sequência criativa evoca não apenas os grandes contos de fadas de todos os tempos, como também o extravagante «Cidades Invisíveis» de Ítalo Calvino. Uma história terna que apresenta uma exposição sentida sobre a tristeza e a solidão, dotada de uma filosofia ansiosa e poética, que revela algumas reflexões sobre o que de facto são os valores da vida.




Antoine de Saint Exupéry (1900-1944) foi um escritor, ilustrador e piloto francês, é o autor de um clássico da literatura “O Pequeno Príncipe”, escrito em 1943. Entre as suas diversas frases famosas estão: "Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos". "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas".
Antoine de Saint-Exupéry nasceu em Lyon França, no dia 29 de junho de 1900. Era o terceiro filho do conde Saint-Exupéry e da condessa Marie Fascolombe. Estudou no colégio jesuíta Notre Dame de Saint Croix e no colégio dos Maristas, em Friburgo, na Suíça.
Em 1921 ingressou no serviço militar, no Regimento de Aviação de Estrasburgo, após ter sido reprovado para a Escola Naval. Tornou-se piloto civil e subtenente da reserva. Em 1926 foi admitido na Aéropostale, onde começou sua carreira de piloto de linha, voando entre Toulouse, Casablanca e Dacar.
Antoine de Saint-Exupéry escreveu para jornais e revistas francesas. Escreveu diversas obras, sempre caracterizadas por elementos de aviação e de guerra, entre elas: "O Aviador" (1926), "Voo Noturno" (1931), "Terra dos Homens" (1939), "Carta a um Refém" (1944).
Seu livro mais importante foi "O Pequeno Príncipe" (1943), cuja obra é rica em simbolismo, com personagens como a serpente, a rosa, o adulto solitário, a raposa. O personagem principal do livro vivia sozinho num planeta pequeno, onde existiam três vulcões, dois ativos e um já extinto. Outro personagem representativo é a rosa, cujo orgulho, levou o pequeno príncipe a uma viagem pela terra. Na viagem, encontrou outros personagens que o levaram ao desvendamento do sentido da vida.
Antoine de Saint-Exupéry morreu em um acidente de avião, durante uma missão de reconhecimento, no dia 31 de julho de 1944. Seu corpo nunca foi encontrado. Em 2004, foram encontrados os destroços do avião que pilotava, a poucos quilômetros da costa de Marselha, na França.