quarta-feira, 2 de novembro de 2022

CLUBE DE LEITURA - NOVEMBRO

Com uma periodicidade mensal (à exceção de agosto), o Clube de Leitura destina-se a promover o prazer da leitura partilhada. 

As reuniões decorrem à volta de um livro previamente escolhido e lido por todos, proporcionando a convivência e a discussão entre quem gosta de ler e explorar os livros lidos, tornando a experiência da leitura ainda mais estimulante. Pontualmente poderá ter um escritor/dinamizador convidado.

O Clube de Leitura reunirá a 24 de novembro, pelas 21h00.

O livro selecionado será "As maravilhas", de Elena Medel (Prémio Francisco Umbral para Melhor Livro do Ano 2020).



Sinopse: Qual o peso da família nas nossas vidas, e qual o peso do dinheiro?

Que acontece quando uma mãe decide não cuidar da sua filha, e quando uma filha decide não cuidar da sua mãe?

Seríamos diferentes se tivéssemos nascido noutro sítio, noutro tempo, noutro corpo?

Neste romance há duas mulheres: María, a que em finais dos anos sessenta deixa a sua vida numa cidade de província para trabalhar em Madrid; e Alicia, que faz o mesmo caminho trinta anos mais tarde, por razões distintas. E há, claro, a mulher que as une e de quem praticamente não se fala: filha de uma e mãe da outra.


As Maravilhas é um romance sobre o dinheiro, ou melhor, sobre como a falta de dinheiro pode determinar uma vida inteira de precariedade e matar todos os sonhos. Mas é também uma história sobre cuidados, responsabilidades e expetativas e sobre o passado recente desta nossa Península Ibérica, desde finais da ditadura até à explosão do feminismo, contada por duas mulheres que tão-pouco podem ir às manifestações lutar pelos seus direitos porque têm, claro, de trabalhar.

Quem é Elena Medel?

Nasceu em Córdoba, na Andaluzia, em 1985 e vive atualmente em Madrid. É autora de vários livros de poesia, alguns dos quais traduzidos, género sobre o qual escreveu também ensaios. Fundou e dirige a editora de poesia La Bella Varsovia. Entre outros prémios, recebeu o XXVI Prémio Lowe para Jovens Criadores e o Prémio da Fundação Princesa de Girona 2016 na categoria Artes e Letras. 

O que se fala:

DICA: As maravilhas, Elena Medel - YouTube

Elena Medel: poético, feminista, humano, o seu primeiro romance é um caso | Livros | PÚBLICO (publico.pt)

 

«As Maravilhas é um romance que olha para as pessoas e para a história com uma nitidez avassaladora. Entre o que há de melhor na literatura contemporânea.»
José Luís Peixoto



«Elena Medel é uma das minhas favoritas de toda a Espanha. Brava e terna, inteligentíssima e surpreendente, a sua escrita é a mais pura lucidez poética. Aleluia que chegou a Portugal.»


Valter Hugo Mãe



 


terça-feira, 1 de novembro de 2022

CLUBE DE LEITURA - OUTUBRO

O Clube de Leitura da Biblioteca Municipal Dr. Renato Araújo celebrou 10 anos de encontros mensais, à volta do livros.

A primeira sessão teve lugar a 25 de outubro de 2012, contabilizando-se a leitura de mais de uma centena de livros, desde então.

Com encontros agendados na última quinta-feira de cada mês, exceto agosto, todos os interessados podem participar nas sessões. Basta ler o livro do mês e juntar-se à conversa, partilhando a sua experiência de leitura.

 

No âmbito das comemorações do 100º aniversário de José Saramago a obra adotada para outubro foi "A Jangada de Pedra", cuja sessão decorreu no dia 27 de outubro.

 

“Depois do prazer de possuir livros, não há outro que seja mais doce do que falar sobre eles”

Charles Nodier (1780-1844)




















quarta-feira, 12 de outubro de 2022

CLUBE DE LEITURA DE OUTUBRO (10º ANIVERSÁRIO)

Com uma periodicidade mensal (à exceção de agosto), o Clube de Leitura destina-se a promover o prazer da leitura partilhada. 

As reuniões decorrem à volta de um livro previamente escolhido e lido por todos, proporcionando a convivência e a discussão entre quem gosta de ler e explorar os livros lidos, tornando a experiência da leitura ainda mais estimulante. Pontualmente poderá ter um escritor/dinamizador convidado.

O Clube de Leitura reunirá a 27 de outubro, pelas 21h00.

No âmbito das comemorações do 100º aniversário de José Saramago a obra adoptada para outubro é "Jangada de pedra".

 

Sinopse: Em A Jangada de Pedra (…) o escritor recorre a um estratagema típico. Uma série de acontecimentos sobrenaturais culmina na separação da Península Ibérica que começa a vogar no Atlântico, inicialmente em direção aos Açores. A situação criada por Saramago dá-lhe um sem-número de oportunidades para, no seu estilo muito pessoal, tecer comentários sobre as grandezas e pequenezas da vida, ironizar sobre as autoridades e os políticos e, talvez muito especialmente, com os atores dos jogos de poder na alta política. O engenho de Saramago está ao serviço da sabedoria.


Real Academia Sueca, 8 de outubro de 1998

Caligrafia da capa por MÁRIO CLÁUDIO



Quem é José Saramago?

Prémio Nobel de Literatura, 1998


Autor de mais de 40 títulos, José Saramago nasceu em 1922, na aldeia de Azinhaga.
As noites passadas na biblioteca pública do Palácio Galveias, em Lisboa, foram fundamentais para a sua formação. «E foi aí, sem ajudas nem conselhos, apenas guiado pela curiosidade e pela vontade de aprender, que o meu gosto pela leitura se desenvolveu e apurou.»
Em 1947 publicou o seu primeiro livro que intitulou A Viúva, mas que, por razões editoriais, viria a sair com o título de Terra do Pecado. Seis anos depois, em 1953, terminaria o romance Claraboia, publicado apenas após a sua morte.
No final dos anos 50 tornou-se responsável pela produção na Editorial Estúdios Cor, função que conjugaria com a de tradutor, a partir de 1955, e de crítico literário.
Regressa à escrita em 1966 com Os Poemas Possíveis.
Em 1971 assumiu funções de editorialista no Diário de Lisboa e em abril de 1975 é nomeado diretor-adjunto do Diário de Notícias.
No princípio de 1976 instala-se no Lavre para documentar o seu projeto de escrever sobre os camponeses sem terra. Assim nasceu o romance Levantado do Chão e o modo de narrar que caracteriza a sua ficção novelesca. Até 2010, ano da sua morte, a 18 de junho, em Lanzarote, José Saramago construiu uma obra incontornável na literatura portuguesa e universal, com títulos que vão de Memorial do Convento a Caim, passando por O Ano da Morte de Ricardo ReisO Evangelho segundo Jesus CristoEnsaio sobre a CegueiraTodos os Nomes ou A Viagem do Elefante, obras traduzidas em todo o mundo.
No ano de 2007 foi criada em Lisboa uma Fundação com o seu nome, que trabalha pela difusão da literatura, pela defesa dos direitos humanos e do meio ambiente, tomando como documento orientador a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Desde 2012 a Fundação José Saramago tem a sua sede na Casa dos Bicos, em Lisboa.
José Saramago recebeu o Prémio Camões em 1995 e o Prémio Nobel de Literatura em 1998.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou postumamente, a 16 de novembro de 2021, José Saramago com o grande-colar da Ordem de Camões, pelos "serviços únicos prestados à cultura e à língua portuguesas", no arranque das comemorações do centenário do nascimento do escritor.

 


sexta-feira, 30 de setembro de 2022

CLUBE DE LEITURA DE SETEMBRO

Na passada 5ª feira, dia 28 de setembro, pelas 21 horas decorreu a sessão do Clube de Leitura de setembro, com a animada presença de grande parte dos seus elementos.

A sessão, adiada desde julho, foi dedicada à análise e discussão da obra "Rapariga, mulher, outra", de Bernardine Evaristo. A escritora anglo-nigeriana é autora de uma obra que inclui romance, poesia, contos, teatro, crítica literária e que, em 2019 foi vencedora  do Booker Prize ex-aequo com Marguaret Atwood.

 

Rapariga Mulher outra, de Bernardine  Evaristo,  é um marco importante na literatura atual e um filão, que será fértil, no neorrealismo contemporâneo já que, sendo um espelho da nossa sociedade multicultural, se assume como um manifesto contra o preconceito, o racismo e as discriminações de género. Por outro lado, a linguagem, próxima da fluidez da oralidade, e a polifonia narrativa são traços distintivos que a elegem como obra de referência.  

Cristina Marques







terça-feira, 26 de julho de 2022

CLUBE DE LEITURA JULHO

Com uma periodicidade mensal (à exceção de agosto), o Clube de Leitura destina-se a promover o prazer da leitura partilhada. 

As reuniões decorrem à volta de um livro previamente escolhido e lido por todos, proporcionando a convivência e a discussão entre quem gosta de ler e explorar os livros lidos, tornando a experiência da leitura ainda mais estimulante. Pontualmente poderá ter um escritor/dinamizador convidado.

O Clube de Leitura reunirá a 28 de julho pelas 21h00.

"Rapariga mulher outra" é da autoria de Bernardine Evaristo.



Sinopse: As doze personagens centrais deste romance a várias vozes levam vidas muito diferentes: desde Amma, uma dramaturga cujo trabalho artístico frequentemente explora a sua identidade lésbica negra, à sua amiga de infância, Shirley, professora, exausta de décadas de trabalho nas escolas subfinanciadas de Londres; a Carole, uma das ex-alunas de Shirley, agora uma bem-sucedida gestora de fundos de investimento, ou a mãe desta, Bummi, uma empregada doméstica que se preocupa com o renegar das raízes africanas por parte da filha.


Quase todas elas mulheres, negras e, de uma maneira ou de outra, resultado do legado do império colonial britânico. As suas histórias, a das suas famílias, amigos e amantes, compõem um retrato multifacetado e realista dos nossos dias, de uma sociedade multicultural que se confronta com a herança do seu passado e luta contra as contradições do presente.

Um romance atual, brilhantemente escrito, que repensa as questões de identidade, género e classe com o pano de fundo do colonialismo, da emigração e da diáspora.

Força narrativa e escrita cativante num empolgante mosaico de histórias de vida que farão o leitor repensar a sua maneira de ver o mundo.

Quem é Bernardine Evaristo?

asceu no sudeste de Londres, em 1959, filha de mãe britânica e pai nigeriano. Autora de uma obra que inclui romance, poesia, contos, teatro e crítica literária, a sua escrita é caracterizada pela experimentação, ousadia e subversão na forma e escolha de temas, onde desafia os mitos e preconceitos das várias diásporas africanas e das suas identidades.
O seu último romance, Rapariga, Mulher, Outra foi, ex-aequo com Os Testamentos (Ed. Bertrand, 2020), de Margaret Atwood, o vencedor do Booker Prize 2019, e Livro do Ano do British Book Awards 2020.


sexta-feira, 27 de maio de 2022

CLUBE DE LEITURA JUNHO

Com uma periodicidade mensal (à exceção de agosto), o Clube de Leitura destina-se a promover o prazer da leitura partilhada. 

As reuniões decorrem à volta de um livro previamente escolhido e lido por todos, proporcionando a convivência e a discussão entre quem gosta de ler e explorar os livros lidos, tornando a experiência da leitura ainda mais estimulante. Pontualmente poderá ter um escritor/dinamizador convidado.

O Clube de Leitura reunirá a 30 de junho  pelas 21h00.

"O coração é um caçador solitário" é da autoria de Carson McCullers


Sinopse: O Coração É Um Caçador Solitário foi o primeiro livro escrito por Carson McCullers, quando tinha 23 anos. Depressa se tornou uma referência na literatura do século xx.


No sul dos Estados Unidos, numa vila da Georgia nos anos 30, num cenário desolado de intolerância racial e isolamento, John Singer, um surdo-mudo, torna-se de súbito confidente de um grupo de personagens marginais quando o seu único amigo, também surdo-mudo, é institucionalizado e a sua rotina se altera. Mick Kelly é uma adolescente, apaixonada pela música, sonha compor sinfonias e é filha dos proprietários da pensão onde Singer vive; Jake Blount é um agitador socialista que passa os dias alcoolizado; Biff Brannon é o desiludido proprietário de um pequeno café com desejos sexuais ambíguos; e Benedict Copeland é um médico negro que luta, em vão, pela igualdade racial. Todos sentem que não encaixam nos papéis que a sociedade lhes reservou, todos procuram à sua maneira preencher o vazio deixado pelos sonhos perdidos — e todos, por algum motivo, acham que Singer os compreende. Mas o impassível Singer procura apenas em cada visita arrancar o seu amigo à indiferença…

 

Quem é Carson McCullers?

Nasceu na Georgia em 1917 e começou a escrever desde muito cedo. Com apenas 23 anos publicou O Coração É Um Caçador Solitário (1940), um livro muito bem recebido pelo público e pela crítica, que foi adaptado ao cinema e ao teatro e recentemente eleito um dos 100 melhores romances do século XX. No ano seguinte, saiu Reflexos Num Olho Dourado, que viria a ser imortalizado pelo filme com o mesmo título, realizado por John Huston e protagonizado por Marlon Brando e Elizabeth Taylor. Ambos os romances encontram-se publicados pela Presença nesta coleção. A extensa bibliografia da autora inclui ainda outros títulos que ficaram célebres, como The Member of the Wedding (1946) e A Balada do Café Triste (1951).
Carson McCullers morreu em Nova Iorque em 1967.


CRÍTICAS DE IMPRENSA

«Um livro notável… A escrita de McCullers é apaixonante.»
The New York Times

Um dos 100 melhores livros do século xx segundo a Time Magazine.

«… a obra de Carson McCullers não se eclipsará com o tempo, antes irradiará cada vez com maior fulgor.»
Tennessee Williams

 

 Leituras de Graça Serra:

página 211 

A sua voz estava sempre rouca. O pai dizia que era por ela ter gritado tanto em bebé. Quando Mick tinha a idade de Ralph, o pai levantava-se a meio da noite e tinha de andar com ela ao colo, de um lado para o outro. Segundo ele, a única coisa que a acalmava era vê-lo a remexer na lareira com o atiçador, enquanto cantava "Dixie".  

Esta canção, "Dixie", já tinha aparecido referida no livro "Lá onde o vento chora", analisado no clube em junho de 2021 e já na altura se falou dela. 

Dixie: também conhecida como "I wish I was in Dixie" ou "Dixie's Land", é uma música muito popular nos Estados Unidos. Dixie é uma região composta por vários Estados do Sul. A canção foi criada em 1858 (tem 164 anos) e rapidamente se tornou famosa. 

Dixie é uma região composta por vários Estados do Sul. Durante a Guerra Civil Americana foi adotada como Hino Nacional dos Estados Confederados da América (a Confederação foi formada em 1861, por 7 Estados do Sul). Mas o sentimento seccional ligado a "Dixie" foi há muito esquecido e hoje é ouvida em todos os lugares: Norte, Sul, Leste e Oeste.  

Faz parte da trilha sonora de muitos filmes americanos e foi interpretada por inúmeros cantores.​ 

Bob Dylan também gravou uma versão da música para o filme "Masked and Anonymous" de 2003.   

https://www.youtube.com/watch?v=rFp2prFwT8g 

 

 



CLUBE DE LEITURA MAIO

A sessão do Clube de Leitura decorreu ontem, dia 26 de maio, pelas 21h00 para a abordagem e discussão da novela gráfica "Balada para Sophie" da autoria de Filipe Melo, pianista, realizador de cinema e autor de banda desenhada português e do argentino Juan Cavia, nascido em 1984, designer de produção, diretor de arte e ilustrador.

"Balada de Sophie" é uma deslumbrante novela gráfica de uma das duplas mais consagradas da Banda Desenhada em Portugal, que neste momento está a nomeado para os prestigiados Prémios Eisner, considerados os mais importantes prémios da indústria da banda desenhada nos EUA, Melhor Álbum de Banda Desenhada, Melhor Edição Americana de um Livro Estrangeiro, Melhor Escritor, (Filipe Melo) e Melhor Ilustrador / Artista Multimédia (Juan Cavia).

A vida de Julien Dubois, pianista de sucesso, confunde-se com a história da Europa do século XX. Desencantado e misantropo, vive a reforma numa velha mansão, com um gato e uma governanta por companhia.

Um dia, é visitado por uma jovem jornalista que o incita a contar a sua verdadeira história. Nas paredes da casa, saturadas de fumo de cigarro e de velhas memórias, ressoa a confissão de uma vida feita de rivalidade, desamor e arrependimento.

Durante a sessão do Clube não foram poupados elogios. Escutaram-se expressões tais como "ilustração excelente, expressiva, harmoniosa cheia de vida, com uma paleta cromática diversa, obra soberba, belíssima",  também com uma história muito interessante, triste e feliz ao mesmo tempo e com um final surpreendente.

Estaremos certamente perante uma verdadeira obra de arte com excelentes ilustrações, que nos remete para um ambiente em que as personagens principais pertencem ao mundo da música e que até é possível escutar a Balada, que na realidade foi composta pelo Filipe Melo.

Aqui vai o link da "Balada para Sophie" em versões diferentes para desfrute de todos:

  • O pianista Filipe Melo toca o tema:

https://www.youtube.com/watch?v=fGv6aBlUN2o

  • segunda é uma adaptação para guitarra e interpretação por Roberto Batista.  

Boas leituras com música por dentro!